Tive fé em fevereiro
que esse seria o primeiro
a passar dos vinte e nove
Mesmo sabendo o roteiro
desse espetáculo inteiro
enquanto o mundo se move
Movimentei-me sem medo
rumo ao topo do rochedo
de onde se vê mais longe
Vi a lua vir mais cedo
vi o sol em desenredo
tingir mais leve o horizonte
Ante o estonteante mar
vi o céu se derramar
nas gotas do azul sublime
E a mim coube averiguar
se o sol se jogou no mar
ou foi da noite um crime
Vi em cada verso um laço
me rendi ao embaraço
da tangente inspiração
E já que ainda há espaço
eis as palavras de março
e assim fechamos o verão.
sábado, 24 de março de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Biografia
Somos feitos
do que fazemos
do que queremos
do que dizemos
Das flores que mandamos
das pessoas que amamos
e dos amores que não temos
Somos feitos do que fomos
e de onde viemos
das ruas em que brincamos
das músicas que compusemos
Somos feitos do que perdemos
e do que vez em quando achamos
Somos feitos do que rabiscamos
dos cadernos que escrevemos
das bobagens que falamos
das brigas que tivemos
Somos feitos dos enganos
dos prematuros planos
Somos feitos do que vimos
das estrelas que contamos
das noites que choramos
Dos dias que recomeçamos
dos sóis que esperamos
Somos feitos do que pensamos
e até do que não fomos
Somos feitos do que somos
e do que estamos sendo.
do que fazemos
do que queremos
do que dizemos
Das flores que mandamos
das pessoas que amamos
e dos amores que não temos
Somos feitos do que fomos
e de onde viemos
das ruas em que brincamos
das músicas que compusemos
Somos feitos do que perdemos
e do que vez em quando achamos
Somos feitos do que rabiscamos
dos cadernos que escrevemos
das bobagens que falamos
das brigas que tivemos
Somos feitos dos enganos
dos prematuros planos
Somos feitos do que vimos
das estrelas que contamos
das noites que choramos
Dos dias que recomeçamos
dos sóis que esperamos
Somos feitos do que pensamos
e até do que não fomos
Somos feitos do que somos
e do que estamos sendo.
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